Quantas vezes pedimos para o bebê ter empatia com a gente?
Filho a mãe tá cansada!
Filho o pai já brincou!
Filho espera um pouco!
Filho hoje você vai dormir à noite toda certo?
Essas frases são normais em meios as famílias.
Sabemos o quanto ter um bebê é cansativo, o quanto exige nosso tempo e dedicação.
Mas hoje quero te convidar a vivenciar o outro lado da história.
Já se imaginou sendo um bebê?
Vamos pensar que hoje você foi convocado a viver em um local muito diferente, neste local, a
gravidade é outra e você não vai conseguir caminhar sozinho, a língua falada você não
compreende, vai precisar de ajuda da comunidade local para aprender.
Chegando no destino, você observa tudo atentamente, tudo lindo, colorido, você quer
conhecer mais, explorar mais esse ambiente incrível que está sendo lhe apresentado.
Você não consegue caminhar e tanta pedir as pessoas para te mostrar, porem ninguém
entende o que você está falando.
Você sente medo de viver neste novo local, começa a chorar, as pessoas te acolhem, embalam
e você se acalma.
Logo, você nota que todo mundo se direciona a você e pronunciam uma série de sons, mas
eles não fazem sentido para você.
Então você começa a tentar aprender uma nova linguagem, quando você passa a entender,
nota que ainda é difícil de pronunciar. Agora você já entende e tenta falar, mas ninguém
compreende, você se sente frustrado e cansado.
Já faz alguns meses que você mora neste local, já aprendeu muito, sobre a cultura, como as
pessoas falam, andam, porém seu corpo ainda é limitado para dar conta de fazer essas
atividades sozinho.
O que lhe conforta é saber que esta família que te acolheu, tem muita empatia por você. Passa
o tempo todo te ajudando a enfrentar e compreender suas limitações. Bem como, auxiliando
no aprendizado e desenvolvimento das competências necessárias para que você possa
explorar esse mundo sendo independente, seguro, saudável e feliz.
Essa história fala muito de como os bebês se sentem após sair do útero.
Bebês vem ao mundo com uma capacidade enorme de aprendizado, com um cérebro que faz
milhares de novas conexões, preso em um corpinho que os limita o tempo todo.
Fica claro porque os bebês precisam de mais empatia?

Jessica Kawka

Nutricionista materno Infantil
Especialista em Cuidado materno infantil com enfoque em amamentação

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